Política
Confira os bastidores da política desta quinta-feira, dia 6 de abril
Jornalista Bia Menegildo traz as principais notícias do poder regional
Estava escrito
O ex-presidente da Câmara, Pedro Roberto, atualmente no Patriota, já tinha confirmado que deixaria a legenda. Nesta última semana, o vereador anunciou publicamente que espera uma brecha legal para se filiar ao Republicanos. O descontentamento com o partido que o elegeu começou antes mesmo do primeiro dia de mandato. O vereador não conseguiu apoio dos dirigentes, principalmente do presidente municipal, Ulisses Ramalho, para viabilizar a disputa pelo cargo de chefe do Legislativo.
Os aliados
João Paulo Rillo (PSOL) e o presidente municipal do Republicanos, Diego Polachini, ofereceram alento a Pedro Roberto no momento certo. O PSDB, de Renato Pupo, também se colocou como alicerce e, apesar dos pesares que vieram, foi essencial naquele momento. Já o PSD teve papel mais que importante. Jorge Menezes não conseguiu viabilizar a própria candidatura, mas garantiu que Cabo Júlio Donizete, recém recuperado de uma longa estada na UTI por conta da Covid-19, ficasse ao lado dele.
O voto de minerva
Naquele momento, Jean Charles (MDB) foi o cara que deu uma “bolada nas costas” do prefeito Edinho Araújo (MDB). A ideia era que o correligionário do chefe do Executivo ficasse do lado da base aliada do governo na Câmara e votasse em Paulo Pauléra (Progressistas), mas o coronel da reserva demonstrava que “jamais votaria em Pauléra para presidente da casa” e assim o fez. Se por um lado ele ficou como traidor, por outro foi agraciado com as benesses de estar ao lado do vencedor.
Custou caro
Relembrar a história é importante porque, de lá pra cá, muita coisa mudou. Muita coisa mesmo. Pupo e Bruno Moura (Patriota) se desentenderam feio, com direto a exposição de passado sombrio e até expulsão de partido com o apoio da cúpula tucana. O tucano mais antigo do ninho mostrou que tem influência. Cabo Júlio ganhou confiança para agir sozinho. Dizem que chegou até a articular para tirar os cargos comissionados de Jorge Menezes.
Mas nem tudo foram tretas
Rillo se manteve no clima de “paz e amor” com Pedro Roberto até o final e, apesar das tretas internas no Republicanos, os vereadores do partido também não abandonaram o barco. É fato que Robson Ricci e Karina Caroline deixaram a oposição radical que o diretório tentou impor a eles, mas ambos foram se distanciando do partido e ganharam o ‘alvará de soltura’ do deputado estadual e presidente do Republicanos, Sebastião Santos. Mesmo que extraoficialmente, Ricci e Karina já não estão mais na legenda.
À direita
Todo esse contexto é fundamental para se entender que um partido tido como grande precisava de alguém dentro da Câmara. Com a deserção dos dois únicos representantes e Pedro Roberto abandonado, não foi preciso ser vidente para prever o que aconteceria. Helena Reis já deixou bem claro que pretende disputar a Prefeitura em 2024 e Pedro Roberto tem reduto eleitoral consolidado, com grandes chances de ser reeleito vereador. Se os ventos soprarem a favor, Pedro se consolida na legenda pode até voltar a ser presidente da Câmara.
Mais republicanos
Além de Pedro Roberto, outros dois vereadores estariam flertando com o partido de Helena Reis. Um deles seria Celso Peixão (MDB), mas ainda sem muita credibilidade de efetivação. Ex-aliado de Valdomiro Lopes (PSB), o parlamentar já disse várias vezes que “deve muito” ao deputado estadual. O outro seria o evangélico Odélio Chaves (Progressistas) que, depois de eleito, se mostrou bastante independente e acabou descolando a imagem dele da de Pauléra, ou de “Paulêra”, como ele chama acidentalmente o colega de partido.
Amenidades
Quem começou movimentos, ainda que embrionários, nesta semana, foi Vaz de Lima. Tucano de uma vida inteira, ele está de volta à cidade e buscando aliados políticos. Nesta semana, ele foi à Câmara para uma conversa pública com Pauléra. No encontro de cavalheiros, a conversa pincelou a política por algumas vezes, mas não aprofundou. Amenidades como a atual vida caseira de Ivani Vaz de Lima e os feitos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) dominaram. Rillo esteve presente e deixou o momento ainda mais recheado de nostalgias.
Quase desconhecido
Deputado estadual por cinco mandatos, apesar de ter representado a região na Alesp, Vaz de Lima nunca ocupou cargo eletivo na cidade. É fato que é respeitado no meio político, mas vai precisar de se movimentar mais para ter apoio popular. Ficou bastante claro essa necessidade de aproximação com o povo quando Vaz de Lima foi chamado de ex-vereador por uma funcionária da Câmara. Muita gente nem se lembra que Ivani já foi vice-prefeita.
“Faz de conta que ainda é cedo”
Vaz de Lima parece que se fez de desentendido quanto ao cenário político que já está sendo desenhado para as eleições de 2024. Ele até deu dicas de que pretende se mexer bastante dizendo que vai procurar Edinho e o ex-prefeito Valdomiro Lopes, mas não falou em PSDB. Aliás, sobre o partido, só uma sutil referência ao secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa. Para o presidente dos tucanos, Manoel Gonçalves, “a sua história dá o direito de escolher o caminho que for mais conveniente para suas pretensões”.
O beijoqueiro
Itamar Borges (MDB) não nega e não confirma que é pré-candidato a prefeito no ano que vem. Ao ser oficialmente questionado sobre a possibilidade, o deputado estadual ficou bem sem graça e respondeu com um beijo. Recuperado do susto, Itamar disse que tem planos, mas que está apenas conversando, por enquanto. Ele participou de um evento no Partec sobre tecnologia 5G junto com prefeitos e vereadores do interior e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Lima.
Piada pronta
Candidato derrotado nas últimas eleições municipais, Rogério Vinícius ainda não desistiu de representar o povo. Seja na Câmara ou na Prefeitura, o advogado tem feito de tudo para ser visto em debates sobre temas que envolvem os dois poderes. Recentemente o ex-candidato a prefeito decidiu que vai investir mais tempo nas redes sociais, nem que seja apenas para passar vergonha. Ele publicou um story em que diz “lute como nunca, perca como sempre”.
Deu treta
A convocação do secretário de Saúde virou bate-boca em plenário. Peixão, como presidente da comissão de Saúde, pediu para que Rillo retirasse o requerimento de convocação porque já havia marcado uma reunião para tratar da superlotação das UPAs. Rillo retirou e só então foi informado de que os esclarecimentos serão prestados por André Baitello, assessor especial da pasta. O psolista chiou bastante e, ao ser informado de que Aldenis Borin está afastado por problemas de saúde, aceitou.
Não é exatamente assim
Borin não está afastado por problemas de saúde. O secretário está, oficialmente, de férias até o dia 12. André Baitello responde interinamente pela pasta. Chamou bastante a atenção, na história toda, o conflito de informações. Isso porque Peixão pegou o celular, em plena sessão em andamento, e ligou para alguém da Secretaria. Enquanto segurava o aparelho na orelha, o vereador disse no microfone: “confirmado que ele tá afastado e por problemas de saúde”.
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