Cidades
PM acusado de homicídio em Rio Preto é desligado da corporação
Decisão foi publicada no Diário Oficial; caso envolve morte de jovem em 2023 no bairro Duas Vendas
Um policial militar de Rio Preto, acusado de participação na morte de um jovem de 26 anos, foi oficialmente desligado da corporação. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta segunda-feira (30/03).
Segundo o documento, o cabo do 52º BPM/I, Felício Pereira Alonso Soler, que já se encontrava afastado e à disposição da Justiça, foi demitido após a conclusão de um processo administrativo disciplinar conduzido pela Corregedoria da Polícia Militar. A apuração interna apontou a prática de condutas consideradas graves, incompatíveis com a função policial e lesivas à instituição e ao Estado, enquadradas como transgressões no regulamento disciplinar.
O agente está entre os acusados de envolvimento no assassinato de Jefferson Caetano Barbosa, de 26 anos, ocorrido em 3 de março de 2023, no bairro Duas Vendas. Na esfera criminal, a Justiça já determinou que outros dois policiais militares e uma mulher, apontada como mandante, sejam levados a júri popular. A decisão foi tornada pública em janeiro de 2026.
De acordo com investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios da Deic, a vítima teria ligação com o tráfico de drogas e mantinha desavenças com a mulher suspeita de ordenar o crime. A linha investigativa indica que o homicídio teria sido motivado por disputa territorial e vingança.
As apurações também apontam indícios de que policiais militares, integrantes de um “grupo de extermínio”, teriam sido contratados para executar o assassinato. Entre os elementos reunidos estão a identificação de um veículo com características semelhantes ao usado por um dos investigados, posteriormente localizado incendiado em uma área rural.
No interior do carro, foram encontrados materiais de uso policial e munições. Além disso, perícias indicaram compatibilidade entre armas registradas em nome de um dos investigados e aquelas possivelmente utilizadas no crime.
Um dos policiais chegou a ser impronunciado por insuficiência de provas, enquanto os demais acusados permanecem presos preventivamente. Até o momento, não há data definida para a realização do júri.
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