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CPI da Zona ouve secretário de Serviços Gerais para cobrar ações no Jardim Paraíso

Ronaldo Oliveira presta depoimento nesta quarta-feira (5) à comissão que investiga denúncias de exploração sexual, tráfico, furtos e degradação urbana na região conhecida como “Zona”

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Ivan Feitosa/SMCS
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Zona, instalada pela Câmara de Rio Preto para investigar problemas históricos no Jardim Paraíso, realiza nesta quarta-feira (5) mais uma etapa dos trabalhos. O secretário municipal de Serviços Gerais, Ronaldo Oliveira, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre as ações desenvolvidas pela pasta na região.

O depoimento está marcado para o auditório da Câmara e faz parte da série de oitivas promovidas pela comissão, presidida pelo vereador Alexandre Montenegro (PL), que busca reunir informações de diferentes secretarias e órgãos públicos para elaborar um diagnóstico sobre a situação do local.

Segundo Montenegro, a expectativa é compreender quais projetos a Secretaria de Serviços Gerais desenvolve para o Jardim Paraíso e quais medidas já foram efetivamente executadas desde o início da atual administração.

“O foco da comissão é entender melhor os projetos da secretaria para o local e se informar sobre o que já foi feito”, afirmou o presidente da CPI.

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Ronaldo Oliveira assumiu a Secretaria de Serviços Gerais em fevereiro deste ano e é responsável pela coordenação de serviços como limpeza urbana, manutenção de áreas públicas, conservação de vias, poda de árvores e zeladoria, atribuições consideradas estratégicas diante das reclamações apresentadas por moradores da região.

CPI investiga problemas históricos da “Zona”

A CPI foi criada após requerimento apresentado por Alexandre Montenegro em dezembro de 2025 e tem como objetivo investigar denúncias de exploração sexual, tráfico de drogas, furtos, roubos, homicídios e suposta falta de fiscalização em estabelecimentos instalados na região conhecida popularmente como “Zona de Meretrício” ou “Baixo Meretrício”, no Jardim Paraíso.

O pedido recebeu apoio de 16 vereadores e estabeleceu prazo inicial de 120 dias para os trabalhos, podendo ser prorrogado. Entre as atribuições da comissão estão fiscalizar a atuação das secretarias municipais, ouvir representantes das forças de segurança, avaliar políticas públicas voltadas às pessoas em situação de vulnerabilidade e propor medidas para recuperação urbana da área.

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Moradores relatam insegurança e abandono

Nas primeiras audiências realizadas pela CPI, moradores e comerciantes relataram uma rotina marcada por furtos constantes, invasões de imóveis e sensação de insegurança.

Um dos principais problemas apontados foi o grande número de imóveis abandonados, que, segundo os depoimentos, estariam sendo utilizados como pontos de consumo e tráfico de drogas, além de esconderijo para criminosos envolvidos principalmente no furto de fios de cobre.

Em junho, a comissão ouviu o coordenador da Defesa Civil, Ivair da Silva, que explicou que o órgão realiza notificações aos proprietários de imóveis em situação irregular, mas destacou que a adoção de medidas administrativas depende das secretarias competentes.

Também durante as oitivas, comerciantes afirmaram que praticamente todas as lojas da região já foram alvo de furtos, enquanto moradores denunciaram dificuldades para entrar e sair de casa devido à presença constante de usuários de drogas e pessoas em situação de rua.

“O Poder Público é omisso nas suas responsabilidades com estes moradores que sequer estão sendo acolhidos em suas reclamações”, declarou Alexandre Montenegro durante uma das reuniões da comissão.

Próximos passos

Além do secretário de Serviços Gerais, a CPI deve continuar ouvindo representantes do Executivo e de outros órgãos públicos nas próximas semanas. A comissão pretende consolidar um relatório final com propostas para reforçar a fiscalização, ampliar as ações de zeladoria, combater a criminalidade e melhorar as condições urbanísticas e sociais do Jardim Paraíso.

As informações colhidas ao longo das audiências deverão subsidiar recomendações à Prefeitura e aos órgãos de segurança pública, com o objetivo de enfrentar os problemas que, segundo moradores e comerciantes, persistem há décadas na região conhecida como “Zona”.

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