Política
Secretário atribui frustração na arrecadação ao aumento de parcelamentos do IPTU
Nelson Guiotti afirmou que Prefeitura está no azul, mas arrecadou menos do que o previsto porque a população optou por não pagar imposto à vista
O secretário municipal da Fazenda de Rio Preto, Nelson Guiotti, afirmou nesta quinta-feira (28) que a Prefeitura registrou frustração de arrecadação no primeiro quadrimestre de 2026. Segundo ele, um dos principais motivos foi a opção de parte maior da população pelo parcelamento do IPTU, e não pelo pagamento à vista.
A declaração foi feita durante audiência pública realizada na Câmara Municipal para apresentação e avaliação da execução orçamentária dos quatro primeiros meses do ano.
De acordo com os dados apresentados pela Secretaria da Fazenda, a arrecadação total do quadrimestre ficou 0,95% abaixo do previsto inicialmente pela administração municipal.
O IPTU apresentou desempenho inferior ao esperado, com arrecadação 3,77% menor do que a projetada para o período. “Acreditamos que uma parcela maior da população iria optar pelo pagamento à vista e não foi isso que aconteceu. A expectativa é que essa defasagem seja resolvida ao longo do ano, com os pagamentos das parcelas”, afirmou Guiotti durante a audiência.
A declaração ocorre em meio aos impactos da nova Planta Genérica de Valores aprovada pela Prefeitura e pela Câmara no fim de 2025, que elevou os valores venais de imóveis e provocou aumento de até 20 % no IPTU em diferentes regiões da cidade.
O secretário também destacou queda na arrecadação do ITBI e informou que o IPVA teve resultado R$ 6 milhões abaixo da previsão da Prefeitura. Sobre a redução nos repasses do Governo do Estado, Guiotti ressaltou que “foi uma frustração de arrecadação, apesar de já estar prevista esta queda”.
Por outro lado, o ISSQN apresentou arrecadação acima do esperado, com crescimento de 1,13% em relação à meta estipulada para o quadrimestre.
Segundo a apresentação da pasta, a receita total realizada entre janeiro e abril foi de aproximadamente R$ 1,001 bilhão.
Em relação às despesas, a Prefeitura informou gastos de R$ 836,2 milhões no período, valor 9,29% menor do que o inicialmente previsto.
Guiotti afirmou que, diante da arrecadação abaixo da expectativa, a administração adotou medidas de contenção de despesas. “Quando arrecadamos menos do que o previsto, devemos agir corretamente para cortar gastos e ter menos despesas”, declarou.
Entre as medidas citadas pelo secretário estão renegociações de empréstimos e planejamento de investimentos futuros em reformas de escolas e unidades de saúde.
O secretário também afirmou que as contas municipais seguem equilibradas e que as metas fiscais previstas para o período foram atingidas. “Apesar das diferenças em relação àquilo que estava previsto, atingimos as metas fiscais e as contas da Prefeitura estão no azul”, afirmou.
A audiência pública foi conduzida pelo presidente da Comissão Permanente de Finanças da Câmara, Alex de Carvalho (PSB), e contou também com a presença dos vereadores Bruno Marinho (PRD) e Odélio Chaves (Podemos).
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