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Polícia conclui inquérito e indicia namorado e policial da reserva por feminicídio

Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, está desaparecida desde junho, em Ilha Solteira

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A Polícia Civil indiciou o namorado e um policial militar da reserva pela morte da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, de 26 anos, desaparecida há mais de dois meses em Ilha Solteira (SP). O inquérito foi concluído nesta quinta-feira (4) e o caso, inicialmente tratado como desaparecimento, passou a ser investigado como feminicídio.

Segundo o delegado Miguel Rocha, os suspeitos Marcos Yuri Amorim, namorado da vítima, e o policial ambiental aposentado Roberto Carlos vão responder por feminicídio, ocultação de cadáver, supressão de documento e fraude processual. Roberto também foi indiciado por falso depoimento, após mudar sua versão durante as investigações.

Outras cinco pessoas foram implicadas: duas por falso testemunho e uma por supressão de documento.

Reconstituições e investigações

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Durante o inquérito, a Polícia Civil realizou duas reconstituições do crime, uma com base no depoimento de Yuri e outra na versão do policial da reserva. O sítio onde Carmen foi vista pela última vez, em 12 de junho, Dia dos Namorados, foi apontado como o local do assassinato.

As investigações também revelaram possíveis motivações para o crime que Carmen pressionava Yuri para assumir o relacionamento publicamente. A estudante teria descoberto que o namorado cometia furtos e chegou a montar um dossiê com provas, apagado posteriormente.

A polícia identificou ainda a existência de um triângulo amoroso, com a participação de Roberto Carlos, que teria ajudado Yuri na execução do crime.

Até o momento, o corpo de Carmen não foi localizado.

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