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Economia

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Bom para investir e berço de franquias

Rio Preto completa 166 anos e se consolida como referência regional, estadual e nacional em setores como comércio, franquias, serviços e saúde

Na contramão das turbulências econômicas e até políticas que assolam o país, inibindo investidores e encolhendo o mercado, Rio Preto avançou sete posições no ranking que mede as melhores cidades para fazer negócios no Brasil, se tornando, no ano passado, a 20ª melhor cidade brasileira para se fazer negócio. Em 2016, Rio Preto já aparecia como a 27ª no quesito, mas registou novo avanço no estudo realizado pela empresa de inteligência de mercado Urban Systems, que abrange cidades brasileiras com mais de cem mil habitantes e considera dados mais recentes disponíveis de vários indicadores, no período de 2010 a 2017.

O estudo tem como parâmetro 28 áreas, como desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, capital humano e infraestrutura. Dos quatro itens analisados, Rio Preto conseguiu melhorar seu desempenho em dois, de um ano para outro.

Para o economista Hipólito Martins Filho, ao se considerar o universo nacional, superior a 5 mil municípios, ter Rio Preto na 20ª colocação, junto de capitais, é uma conquista bastante relevante. “A renda per capita acima da média nacional, a mão de obra qualificada e o fato de ser uma cidade polo regional são fatores que facilitam a geração de negócios em Rio Preto”, afirma.

O estudo faz um mapeamento dos indicadores da cidade a partir de entidades oficiais como IBGE, Ministério do Trabalho, Bacen e outros. No setor sociodemográfico, Rio Preto obteve crescimento populacional de 1,5%, registra 73% de sua população como economicamente ativa e tem 3,2% dos chefes de família da classe A.

No aspecto econômico é avaliada uma série de itens. O destaque é o PIB per capita, de R$ 36 mil, assim como a renda média dos trabalhadores, de R$ 2.235,81. A diversidade econômica é considerada alta e houve crescimento de 10% no PIB. Por outro lado, o crescimento empresarial caiu 0,9% e o de empregos formais, 2,2% no período.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Paulo Sader, esse avanço no indicador é um excelente resultado, que ele espera se reflita na atração de mais empresas para novos negócios na cidade. “Rio Preto avança porque tem uma posição geográfica privilegiada, infraestrutura viável que conecta a cidade, economia diversificada, pessoas qualificadas, nível de renda elevado. Todos esses fatores compõem um cenário ideal para o investidor colocar seu dinheiro aqui”, disse.

Franquias

O setor de franquias cresceu 8% no ano passado e movimentou R$ 163 bilhões. Segundo dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising), no primeiro semestre de 2017, Rio Preto contava com 274 redes e cerca de mil unidades de franquias. Uma das redes atuais é a Olho Vivo Franchising. O empresário Mauri Torres abriu quatro unidades da Olho Vivo Vistorias, sendo uma em Rio Preto. Com o crescimento da marca, Torres resolveu, ao lado do sócio Rodolfo Alves – que tinha expertise no franchising por conta de experiência em outras redes – ingressar no sistema de franquias. Desta forma, os empresários não pensaram duas vezes em ter a sede da rede especializada em serviços de transferências e regularização de veículos na área central do município. Isso sem contar que Rio Preto registrou nos últimos 10 anos um crescimento de 154% na frota de veículos, ou seja, saltou de 151,7 mil veículos em 1997 para 387.954 em dezembro do ano passado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran/SP). O negócio deu tão certo que atualmente a Olho Vivo Franchising está com unidades espalhadas em mais de 100 cidades brasileiras. “A vistoria é um método eficaz de combater roubos e furtos de veículos, além de ser importante mecanismo de informação ao consumidor sobre as condições de estrutura e documentação do veículo”, afirma Rodrigo Boreli, CEO da Olho Vivo Franchising.

Quando o assunto é franquias em Rio Preto, outro dado da ABF que chama a atenção é que das 918 unidades franqueadas existentes na cidade, a maioria – ou seja, 271 unidades – é do setor de alimentação. Uma das redes de franquias consolidadas é a Uni Açaí, que conta com três franquias na terrinha de São José e mais de 20 espalhadas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Hamilton Pereira Correia, que é fundador da rede de franquias Uni Açaí, afirma que Rio Preto foi importante para a consolidação da marca e credibilidade no mercado de franquias. “O nosso crescimento vem de um trabalho forte de expansão, acompanhando o desenvolvimento de Rio Preto. O nosso produto teve grande aceitação em todas as nossas unidades por conta dos nossos diferenciais no mercado: sabor e textura do açaí – que vem do Pará –, além da nossa certificação internacional de qualidade e regulamentação pela Anvisa”, diz Correia, que adianta ainda que em breve irá abrir a quarta unidade em Rio Preto.

Estreante

A Molecaggio, com cinco unidades, agora também passa a integrar o mercado de franquias. A marca nasceu há mais de 20 anos, em Franca, mas foi em Rio Preto que se consolidou como um das maiores pizzarias do interior paulista e terá a sede da franqueadora na terrinha de São José. O objetivo é levar todo know how adquirido nesses mais de 20 anos de história para várias cidades do Brasil. A primeira franquia já foi fechada. Será em Mirassol pelas mãos dos empresários Adriano Francisco da Silva e Ana Paula Pinheiros Haddad da Silva. Criada pelo empresário Edimilson Martins da Silva, que herdou o tino comercial de seus pais José Manoel e Benedita Maria da Silva, a Molecaggio conta com 70 funcionários e 15 prestadores de serviços. Com um planejamento de marketing arrojado, a marca se inova a todo o momento tanto em comunicação quanto em novos produtos para manter a fidelização dos clientes e atrair novos consumidores. A expansão preservará aqueles mesmos ingredientes que garantem o sucesso da Molecaggio. Encantar, surpreender e satisfazer seus clientes. Essa receita jamais será alterada, segundo Edimilson, que não abre mão da qualidade em cada etapa tanto quanto não abre mão das ações sociais.

Por Getúlio Salvador em 16/03/2018 14:00
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