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Após aprovação de plano, manifestantes ameaçam greve

Vereadores aprovam Plano Municipal de Educação e rejeitam emendas propostas pela Associação de Trabalhadores da Educação Municipal

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Após os vereadores de Rio Preto aprovarem o Plano Municipal de Educação, educadores – liderados pela Associação de Trabalhadores da Educação Municipal – ameaçam cruzar os braços nos próximos dias. O plano municipal, que estabelece metas para o setor nos próximos 10 anos, foi aprovado durante a tumultuada sessão realizada na terça-feira (dia 16). A medida é uma exigência do Governo Federal que deveria ser aprovado até o final deste mês.

Para evitar problemas como no repasse de recursos, a administração municipal solicitou que o plano fosse votado em regime de urgência, quando a legalidade e o mérito são analisados em uma única sessão.

A proposta analisa diversas diretrizes da Educação. Entre elas, a criação de vagas em creches e escolas da rede pública. A estimativa da administração municipal é de que a partir de 2020 o déficit nestas instituições de ensino seja zerado.

O plenário da Câmara ficou lotado de manifestantes liderados pela Associação de Trabalhadores da Educação Municipal. Os parlamentares se posicionaram favoráveis à proposta apresentada pela equipe da Secretaria de Educação e rejeitaram as emendas apresentadas pelo grupo. A aprovação do projeto provocou a ira dos profissionais, que xingaram um vereador da base governista e ameaçaram greve nas escolas.

O líder do governo, Dourival Lemes (sem partido) foi o mais hostilizado. Ele foi chamado de “safado”.  O vereador quer identificar quem o teria ofendido, já que suspeita que a palavra tenha sido dita por um assessor da vereadora Celi Regina (PT). “Solicitei as imagens da TV Câmara para identificar quem foi o responsável pela ofensa. Caso tenha sido um assessor de vereador vou solicitar que seja exonerado”, afirmou Lemes.

A vereadora Celi afirma que desconhece o responsável pelos xingamentos. O presidente da casa, Fábio Marcondes, ressaltou que irá analisar as imagens da sessão, mas que a abertura de processo administrativo depende de uma queixa formal de Dourival. “Caso for comprovado que algum assessor xingou vereador irei abrir processo administrativo, mas preciso que o vereador Dourival Lemes solicite formalmente para que isso ocorra”, afirma.

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