Saúde
Cirurgias de catarata crescem 20,5% no Hospital de Base de Rio Preto
Diagnóstico precoce é fundamental para evitar a perda da visão; maioria dos pacientes atendidos tem mais de 60 anos
O número de cirurgias de catarata realizadas no Hospital de Base de Rio Preto aumentou 20,5% entre 2023 e 2025. No período, os procedimentos passaram de 1.523 para 1.835. Já o Hospital Municipal Dr. Marcolino Domingo Braile realizou 3.896 cirurgias oftalmológicas ao longo de 2025, sendo que 61% dos pacientes atendidos tinham mais de 60 anos.
Os dados são divulgados no Dia da Saúde Ocular, celebrado em 10 de julho, data que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce das doenças que comprometem a visão, especialmente entre a população idosa.
A catarata é considerada a principal causa de cegueira reversível no mundo. A doença ocorre devido à opacificação do cristalino, lente natural do olho responsável pela formação das imagens. Entre os principais sintomas estão visão embaçada, sensibilidade excessiva à luz, dificuldade para enxergar contrastes e alterações na percepção das cores.
Segundo a oftalmologista do Hospital de Base, Dra. Thaisa Barbosa, muitas pessoas acreditam que essas alterações fazem parte do envelhecimento natural e acabam adiando a consulta com um especialista. Esse atraso pode comprometer o tratamento, já que a cirurgia é a única forma de corrigir o problema.
De acordo com a médica, o procedimento consiste na retirada do cristalino comprometido e na implantação de uma lente intraocular. A cirurgia é considerada rápida, segura e apresenta elevados índices de sucesso, permitindo que a maioria dos pacientes recupere a qualidade da visão e retome as atividades do dia a dia com autonomia.
Além do crescimento registrado entre 2023 e 2025, o Centro Cirúrgico Oftalmológico do Hospital de Base já contabilizou 967 cirurgias de catarata apenas no primeiro semestre de 2026, mantendo um ritmo semelhante ao do ano anterior.
O aumento na oferta de procedimentos foi atribuído à reorganização da linha de atendimento em Oftalmologia, à realização de mutirões para reduzir a fila de espera, à inclusão da especialidade em um projeto de eficiência operacional e à reestruturação da utilização das salas cirúrgicas. As medidas contribuíram para diminuir o tempo entre o diagnóstico e a cirurgia, otimizar a capacidade instalada e ampliar o acesso da população aos procedimentos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O atendimento oftalmológico é realizado pelo Complexo Funfarme, responsável pelo Hospital de Base e pelo Hospital Municipal Dr. Marcolino Domingo Braile, que acompanha os pacientes desde o diagnóstico até o pós-operatório.
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