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Os percalços do transporte público em Rio Preto

Gazeta de Rio Preto inicia série de reportagens com os seis prefeituráveis sobre problemas no dia a dia dos rio-pretenses

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O dia mal clareou e a vendedora Ana Paula da Silva, de 38 anos, e a empregada doméstica Maria Conceição Fonseca, de 47 anos, moradoras do bairro Parque da Nova Esperança, já estão no ponto de ônibus do bairro a espera de um veículo até o terminal central de Rio Preto. Ana Paula, Maria e outros 130 mil moradores de Rio Preto sentem na pele diariamente a precariedade do transporte coletivo. É opinião comum que usar, no dia a dia, ônibus evita congestionamentos e diminui a emissão de gases. Porém, quem é obrigado a recorrer ao transporte coletivo vive uma rotina de atrasos e superlotação. Isso sem contar o caos no trânsito rio-pretense por falta de corredores exclusivos. Tanto que o prefeito Valdomiro Lopes assina nesta sexta-feira (dia 26), às 10h, no 8º andar da prefeitura, ordem de serviço para início das obras de implantação dos corredores de ônibus, iniciativa que integra o Plano de Mobilidade Urbana.

“Os ônibus vivem lotados, principalmente cedinho e depois das 18h. Tem gente que vai em pé e tem gente que nem respeita o direito dos idosos de viajar sentados”, afirma a vendedora. Maria não reclama do valor da passagem, mas sim da demora nos trajetos. “Se o transporte fosse bom a gente não ligava de pagar [R$ 2,60]. Mas é muita gente dentro de um ônibus só. Isso sem contar que os ônibus atrasam”, diz a empregada doméstica.

O transporte público é apenas um dos dramas de quem vive em Rio Preto. E segue à espera de solução, o que aumenta a responsabilidade daquele que, a partir do dia 1º de janeiro de 2017, ocupará a cadeira do principal gabinete da Prefeitura. Uma missão árdua, recheada de desafios e para poucos. Justamente para debater os problemas de Rio Preto, a Gazeta de Rio Preto inicia nesta edição uma série de reportagens com temas que dominam as propostas dos seis candidatos. (Colaborou Thiago Passos)

Os usuários do transporte coletivo em Rio Preto reclamam principalmente de demora e superlotação. Candidato, qual a sua proposta?

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Carlos Arnaldo (PDT): “Como prefeito vou obrigar as empresas de ônibus a colocarem mais ônibus nos horários de picos em todas as linhas bairro/centro e centro/bairro. Investir nos corredores e faixas exclusivas para aumentar a velocidade média dos ônibus e com isso diminuir o tempo que as pessoas perdem dentro dos ônibus em locomoção. Além disso colocar ar condicionado e Wi-Fi em todos os ônibus porque rio preto é muito quente e precisa dar esse conforto aos usuários e possibilitar a todos de ficarem conectados. Isso é respeito com as pessoas e vai melhorar a qualidade de vida”.

Daniel Nhani (PCO): “Nós do Partido da Causa Operária (PCO) defendemos o fim do monopólio capitalista sobre o transporte público, colocando-o totalmente sob o controle do Município e com passe livre para estudantes e trabalhadores. O problema da superlotação e demora reside na falta de investimento no setor, justamente pelas empresas que detém o monopólio visarem apenas lucro e não o atendimento das necessidades do usuário do transporte coletivo urbano, defendemos também a completa liberdade para operação dos pequenos transportistas”.

Edinho Araújo (PMDB): “Uma das primeiras ações será a de cobrar das empresas responsáveis pelo transporte coletivo urbano ônibus de qualidade. Iniciar estudos para que os veículos tenham ar-condicionado e wi-fi para dar comodidade aos usuários. Manter o subsídio à tarifa e permitir o acesso ao custo do transporte urbano. Tornar o transporte coletivo atraente, rápido, barato, confortável e seguro, motivando o cidadão a fazer cada vez menos uso do transporte individual no trajeto casa-trabalho, pois o excesso de carros congestiona, polui e causa riscos de acidentes”.

João Paulo Rillo (PT): “Falta gestão e fiscalização. Rio Preto precisa controlar receita, custos, linhas e horários e priorizar o transporte coletivo como indutor do desenvolvimento urbano. Vamos criar corredores exclusivos, identificar origem e destino dos passageiros, descentralizar os itinerários e criar mais linhas interbairros, com intervalos menores. É a saída para os congestionamentos e os ônibus lotados que roubam momentos da convivência das famílias, do lazer e descanso. Vamos avaliar outras modalidades de transportes urbanos, como VLTs (veículos leves sobre trilhos)”.

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Kawel Lotti (PSDC): “Aumentar a eficiência com processo de fiscalização e acompanhamento das empresas de ônibus contratadas com o objetivo de acabar com os atrasos e garantir a pontualidade. Também queremos aumentar o número de ônibus nas principais linhas e que hoje sofrem os maiores impactos com relação a superlotação. Queremos reduzir o valor atual da passagem de ônibus, porém vamos avaliar os contratos em andamento com relação ao subsídio para saber quais são as alternativas possíveis. Vamos mudar de acordo com as expectativas da população”.

Orlando Bolçone (PSB): “Temos uma das tarifas mais baratas do país.  Em Jundiaí, por exemplo, a tarifa é R$ 3,80; em Araraquara, R$ 3,50. Aqui, a passagem custa R$ 2,60. No governo Valdomiro Lopes quebrou-se o monopólio no setor, o que beneficiou milhares de pessoas que utilizam o transporte coletivo. A fiscalização tem sido rigorosa em relação ao cumprimento dos horários das linhas e assim vai seguir. Vamos concluir a implantação dos corredores exclusivos para ônibus, novas linhas interbairros e a instalação de 6 miniterminais nos bairros. O transporte coletivo de qualidade é um direito do cidadão.

 

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